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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ONG coloca vassouras no Congresso em protesto contra a corrupção

O gramado em frente ao Congresso Nacional amanheceu nesta quarta-feira (28) com 594 vassouras, em uma manifestação a favor do voto aberto e da Lei da Ficha Limpa, que torna mais rígidos os critérios para quem quer se candidatar a cargo eletivo.


A ONG Rio da Paz colocou as vassouras como símbolo do protesto em favor de uma limpeza no Congresso. Para o presidente da entidade, Antônio Carlos Costa, a sociedade quer que o Congresso esteja ao lado do povo no combate à corrupção no Brasil.

Esta não é a primeira vez que a ONG faz um protesto cênico em Brasília. Em 2007, cerca de 15 mil lenços brancos foram pendurados em varais na Esplanada dos Ministérios, como forma de representar o número de brasileiros assassinados no país nos cinco primeiros meses daquele ano.

O grupo pretende, à tarde, entregar uma vassoura para cada um dos parlamentares: 513 deputados e 81 senadores.

- Queremos inaugurar uma nova fase da sociedade civil com o Congresso. Dizer que a corrupção vive no pior ambiente possível, gosta de escuridão, de penumbra. E o voto aberto é luz.

O protesto ocorre no mesmo dia em que o Conselho de Ética da Câmara vai votar o relatório preliminar do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) no processo contra Valdemar Costa Neto (PR-SP) por quebra de decoro parlamentar.

O PSOL e o PPS pediram a abertura de processo sob a acusação de que Valdemar Costa Neto teria envolvimento em irregularidades no Ministério dos Transportes, pasta comandada pelo PR e alvo de denúncias que resultaram na saída do então ministro Alfredo Nascimento.

Médico é flagrado vendendo atestado em Porto Alegre

O médico Gilberto Duarte Couto foi flagrado vendendo atestados médicos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele tinha uma tabela de preços que variava de acordo com os dias que o paciente precisava do documento. Uma produtora da Rede Record se passou por paciente e o médico cobrou R$ 30 por sete dias de atestado.

O profissional tem mais de 30 anos de carreira e chegava a dar atestado para dias retroativos. Ele foi procurado novamente para falar sobre o assunto, mas não quis mais atender a reportagem.

Assista ao vídeo:

Menino que baleou professora no ABC falou com irmão sobre morte duas semanas antes de tragédia

Após ouvir a família do menino de dez anos que atirou contra a professora e se matou em seguida em São Caetano do Sul, no ABC, a delegada Lucy Fernandes, do 3º Distrito Policial da cidade, contou que, duas semanas antes da tragédia, o menino teria perguntado ao irmão mais velho se ele ficaria triste caso ele morresse.

- Chamou a atenção é que o irmão [sic], que tinha muito amizade com ele, relata que, há duas semanas, eles estavam conversando no quarto de manhã e o irmão [de dez anos] perguntou: ‘se eu morresse, você ia ficar triste?’ Ele [irmão mais velho] desconversou e disse que não era para ele [menor] pensar nisso.

O adolescente de 16 anos relatou ainda à delegada que, após o pai voltar à escola para perguntar se os filhos tinham pegado a arma, ele teria dito ao irmão mais novo que ele poderia olhar a mochila se quisesse.

- Ele [o menino de dez anos] disse que estava tendo uma atividade e que não ia fazer isso. Ele [o irmão mais velho] não percebeu nada de estranho.

O jovem contou ainda a Lucy que o irmão não tinha problema com nenhuma professora.

- Eles conversavam bastante, se confidenciavam. Ele falava sempre bem dos professores. Tinha uma que ele mais gostava, mas não era a Rosileide.

O pai e a mãe do menino também foram ouvidos na manhã desta quarta-feira. O depoimento de cada um deles durou cerca de uma hora. Segundo a delegada, os depoimentos não foram "de muita surpresa". A família confirmou que o menino era bem comportado e não demonstrava estar com nenhum problema.

A mãe da criança reconheceu o desenho feito pelo menino, em que ele supostamente aparece segurando uma arma na escola aos 16 anos.

Por volta das 14h, a delegada já havia concluído os depoimentos dos parentes do menino de dez anos. Eles tiveram início por volta das 9h20. A família da criança chegou escoltada pela Guarda Civil Metropolitana.

Novo depoimento

A professora Rosileide Queiros de Oliveira, que foi atingida pelo disparo, deve ser ouvida na quinta-feira (29) pela Polícia Civil dentro das dependências do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ela está internada no local desde a última sexta-feira (23).

Ainda nesta quarta-feira, Rosileide deve ser operada mais uma vez em São Paulo. A informação é da assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas. A nova cirurgia será feita no joelho esquerdo.

De acordo com a equipe médica, a intervenção ocorrerá para fixar a rótula – ao ser baleada, ela fraturou o joelho. A professora já foi operada na região do abdome para remover uma bala.

Na tarde de segunda-feira (26), a delegada ouviu a diretora da escola, depoimento que inicialmente estava previsto para a última sexta-feira (23). Já na próxima segunda-feira (3), a delegada deve ouvir três amigos próximos do menino. Os depoimentos serão colhidos na prefeitura e acompanhados por psicólogos.

Crime

O aluno da 4º série entrou na sala de aula e atirou na professora por volta das 15h50 de quinta-feira (22). Em seguida, ele saiu da aula e disparou dois tiros contra a própria cabeça. No momento estavam na sala de aula 23 alunos. Tanto o estudante quanto Rosileide foram socorridos com vida.

O menino foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, na avenida Kennedy, em São Caetano, e teve duas paradas cardíacas. Ele morreu às 16h50.

A professora foi levada de helicóptero da Polícia Militar e, em seguida, encaminhada ao Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Assista ao vídeo:

Juíza Patrícia Acioli escapou da morte duas vezes

Além de provocar a prisão do tenente-coronel Claudio Luiz Oliveira e de mais seis policiais do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), na última terça-feira (27), o depoimento de um dos PMs presos pela morte da juíza Patrícia Acioli revelou que a magistrada escapou da morte duas vezes.

PMs presos por morte de juíza respondem por 29 homicídios

Cabo que denunciou tenente-coronel está sob proteção policial

Durante mais de duas horas, um cabo prestou depoimento na 3ª Vara Criminal de Niterói, na última segunda-feira (26), e disse que o grupo de policiais envolvidos no crime, chefiado pelo ex-comandante, se preparou para matar a juíza duas vezes, mas só conseguiu na terceira tentativa.

Segundo o policial, uma tentativa foi frustrada na véspera do crime porque Patrícia não foi ao Fórum de São Gonçalo, pois teria participado da reconstituição de um crime. Dias antes, Patrícia não foi morta porque o policial encarregado de vigiá-la teria dormido na porta do Fórum de São Gonçalo e não percebeu a saída da magistrada.

Após o depoimento do policial, a Justiça decretou a prisão temporária por 15 dias do tenente-coronel que comandava o 7º BPM e outros seis policiais lotados na unidade. Ao todo, dez PMs estão presos por suspeita de participação na morte da juíza.

Por determinação da Justiça, Claudio Luiz Oliveira e os outros seis PMs estão em Bangu 1, e não no BEP (Batalhão Especial Prisional), em Benfica, onde costumam ficar policiais que cometem crimes. A unidade, no entanto, será extinta por falta de segurança.

Corregedoria da PM

O corregedor da PM, coronel Ronaldo Menezes disse que, por enquanto, não será instaurado um procedimento administrativo para apurar a conduta do tenente-coronel e dos outros seis PMs.

- Por enquanto, o que temos é o mandado de prisão. Não tivemos acesso a nenhum documento que tenha informações suficientes para instaurar um procedimento. O processo corre sob segredo de Justiça.

O processo administrativo dura cerca de 40 dias para ser concluído. A Polícia Militar, no entanto, não tem competência para demitir oficiais, o que cabe à Justiça. Antes, a situação do oficial passa por uma avaliação do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Já os praças (soldados, cabos e sargentos) podem ser expulsos da corporação por determinação do comandante-geral.

A Corregedoria da PM recebeu o mandado de prisão contra o tenente-coronel no fim da noite da última segunda-feira (26). Cláudio Luiz Oliveira se apresentou no Batalhão de Choque a pedido do comandante-geral, coronel Mário Sérgio Duarte. Com a prisão de Cláudio Luiz de Oliveira, o subcomandante do 22º BPM, tenente-coronel Isidro, assume a unidade. O tenente-coronel preso tinha 26 anos de Polícia Militar e, atualmente, não respondia a nenhum processo na Corregedoria.

Delação premiada

O juiz Peterson Barroso Simões decidiu decretar a prisão do tenente-coronel Oliveira após ouvir o depoimento de um dos dois cabos presos.

O cabo, que estaria ameaçado de morte, resolveu contar tudo e participar de uma antecipação de prova, obtendo o direito à delação premiada (que inclui provável redução de pena). Ele teria dito que usou duas pistolas no crime. A perícia da Polícia Civil constatou que Patrícia foi assassinada com 21 tiros de pistolas 40 e 45 e de revólver 38.
De acordo com a investigação, as munições usadas no crime foram desviadas do 7º BPM.

Após o assassinato de Patrícia Acioli, o comando da Polícia Militar trocou os comandantes de diversos batalhões, inclusive o do 22º BPM, quando Cláudio Oliveira assumiu o cargo.

Vítima morre após ser baleada em porta de banco em Alphaville

Uma pessoa morreu após ser baleada na saída de uma agência do Itaú, na alameda Rio Negro, 920, em Alphaville, Barueri, na Grande São Paulo. O crime ocorreu por volta das 12h30 desta quarta-feira (28), segundo a Polícia Militar.

O Corpo de Bombeiros encaminhou viaturas para o local. Segundo a corporação, uma outra vítima foi socorrida por populares. O caso será registrado no 2º Distrito Policial da cidade.

Em nota, o Itaú informou que “a polícia foi imediatamente acionada para a apuração do ocorrido. Prestaremos todas as informações necessárias até a elucidação total do caso.”


ESCLUSIVO: Assista o julgamento do médico de Michael Jackson






Foto de Michael Jackson morto é apresentada no julgamento

A promotoria apresentou uma série de indícios contra o médico Conrad Murray no julgamento que acontece nesta terça-feira (27), na Corte Superior do condado de Los Angeles. O processo irá esclarecer as circunstâncias da morte de Michael Jackson. Enquanto Ed Chernoff, advogado de defesa do Dr. Conrad Murray, culpa Michael Jackson pela própria morte, o promotor David Walgreniniciou sua apresentação com uma imagem do cantor morto.
O promotor também apresentou áudios extraídos – com autorização judicial – do iPhone de Dr. Conrad. As conversas são entre Michael Jackson e seu médico.

Confira os trechos extraídos do celular do médico:

"Nós precisamos ser fenomenais. Quando as pessoas deixarem o show, quero que digam: 'Nunca vi nada assim na minha vida. Vai. Vai. Nunca vi nada como isso. É incrível. Ele é o melhor artista de entretenimento do mundo'. Estou levando esse dinheiro, milhares de crianças, crianças no hospital, o maior do mundo. Hospital de Crianças Michael Jackson", disse o cantor em uma das ligações ao médico, com voz aparentemente sonolenta e bastante confuso.

Ouça a gravação:

Michael se referia ao show que apresentaria em Londres em alguns dias. Obsessivo, o cantor queria dormir para ensaiar mais e mais.

“Eu disse: ‘Se você tomar propofol agora’, o que ele se referia como leite, ‘em quanto tempo você espera começar a dormir?’. Você sabe, você vai precisar de mim depois que a lua chegar’. E ele disse: ‘Só me faça dormir, não importa que horas eu vou levantar’. Eu disse: ‘O que vai acontecer com você? Você já ensaiou o suficiente por hoje”. Ele disse: “Eu não consigo trabalhar mais se não dormir. Eles não podem cancelar isso. E eu não quero que eles cancelem, mas terão que cancelar”. Então eu concordei naquela hora que poderia aumentar a dose de propofol”, disse o médico em uma entrevista.

Leia também trechos ditos pela acusação no julgamento:

- A causa da morte de Michael Jackson foi overdose de Propofol, remédio administrado pelo Dr. Murray.

- Nós vamos provar que Conrad Murray agiu repetidamente com negligência e incompetência.

- Murray fez fez um esquema com uma farmácia para comprar grandes quantidades de Propofol em uma base regular. Mas ele mentiu para o farmacêutico, dizendo que tinha uma clínica em Santa Monica, e ele não tem.

- Em 10 de maio de 2009, Murray fez uma gravação de voz em seu iPhone que revela que Michael Jackson estava sob a influência de "substâncias desconhecidos" com o médico sentado ao seu lado. Isso mostra que Murray tinha consciência do estado de Michael.

- A polícia foi avisada às 12h20. Quando os paramédicos chegaram, Michael estava morto.

- Murray nunca disse aos paramédicos que ele deu Propofol ao músico, mesmo quando eles o questionaram sobre drogas administradas por ele.

- Os paramédicos afirmaram que Michael Jackson estava morto, mas Murray insistiu para que o transportassem para o hospital.

- Dois dias depois da morte do músico, Murray encontrou-se com detetives da polícia de Los Angeles e divulgou que estava dando doses diárias de Propofol ao astro por mais de dois meses, com o intuito de colocá-lo para dormir. Esta é a primeira vez que Murray revelou isso.

- Murray disse à polícia que ele foi ao banheiro para urinar e quando voltou, dois minutos mais tarde, descobriu que Michael não estava respirando. O Ministério Público diz que deixar um paciente sozinho é considerado abandono médico.

- O promotor encerrou afirmando que Conrad Murray agiu com negligência e não estava pensando no interesse de Michael Jackson, mas sim trabalhando por US$ 150 mil (R$ 276 mil) por mês.

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