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sábado, 25 de junho de 2011

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Site do IBGE é invadido por hackers



RIO - O site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística foi invadido por hackers às 4 horas desta seta-feira, durante a madrugada. Na página, foi publicado um texto de noome "IBGE Hackeado - Fail Shell", e uma imagem com um olho representando a bandeira do Brasil que aparece ao lado. Após o ataque, a página ficou inacessível. Segundo o IBGE, o site foi retirado do ar para reforçar a segurança e fazer a manutenção.

Os hackers se apresentaram como um grupo nacionalista e deixaram a seguinte mensagem:

"Este mês, o governo vivenciará o maior número de ataques de natureza virtual na sua história feito pelo Fail Shell. Entendam tais ataques como forma de protesto de um grupo nacionalista que deseja fazer do Brasil um país melhor. Tenha orgulho de ser brasileiro, ame o seu país, só assim poderemos crescer e evoluir!. Atacado por FIREH4CK3R. Brasil, um país de todos! Não há espaço para grupos sem qualquer ideologia como LulzSec ou Anonymous no Brasil".

Ainda na manhã de sexta-feira, horas depois da ofensiva, a página do IBGE na internet ficou inacessível, e as mensagens foram retiradas.

- O site do IBGE sofreu uma invasão na madrugada e agora decidimos retirá-lo do ar para uma análise melhor pela diretoria de informática - afirmou à Reuters a chefe de comunicação do instituto, Sílvia Maia. Segundo ela, o banco de dados do IBGE não foi afetado.

Em nota oficial, "o IBGE assegura que o banco de dados de todas as pesquisas está preservado já que não foi atingido pela ação de hackers". Ainda de acordo com o instuto, a página está "temporariamente fora do ar", para manutenção.

Endereços virtuais do governo brasileiro foram alvo de ataques reivindicados pelo Lulz Security Brazil nesta quinta-feira. Hackers tentaram invadir os sites da Presidência da República , da Secretaria de Imprensa da Presidência , do Senado e do Ministério dos Esportes . Segundo uma porta-voz do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a ação não foi para roubar dados.

A Presidência informou que foram feitos serviços de manutenção em alguns sites do governo para deixá-los mais seguros contra acessos de hackers.

O canal de comunicação pela internet usado pelo Lulz Security Brazil foi fechado por volta das 22h de quinta. A decisão foi tomada pelos administradores da rede que também hospeda o canal usado pela operação do LulzSec original. O site do LulzSecBrazil ( www.lulzsecuritybrazil.com.br ) voltou ao ar horas depois de ser derrubado pelo serviço de hospedagem por conta do material ilegal, fruto dos ataques a sites do governo. Entretanto, a página de se encontrava fora do ar novamente, na manhã desta-sexta-feira.

O grupo de hackers afirmou no seu perfil no Twitter @LulzSecBrazil na quinta-feira que copiou dados protegidos no site do ministério dos Esportes, mostrando supostas diferenças entre contribuições e recebimentos de dinheiro do governo federal em Estados que serão sede dos jogos da Copa do Mundo, em 2014.

O grupo também divulgou dados pessoais da presidente Dilma Rousseff e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Kassab negou em três mensagens no Twiiter reagindo à ação dos hackers.

Em uma delas, o prefeito de São Paulo disse que é "lamentável a ação de hackers que invadem a privacidade e causam problemas às pessoas".

Segundo fontes do governo, número de documentos pessoais da presidente Dilma Rousseff, que estão circulando na internet, não foram obtidos nos sites oficiais. Podem ser conseguidos em cartórios eleitorais, tribunais eleitorais e em vários documentos que podem ser baixados da internet,como prestação de contas e relatórios.

O mesmo grupo reivindicou na quarta-feira a autoria de um ataque ao site da Petrobras , que ficou fora do ar por cerca de 20 minutos.

Fonte o Globo

Vídeo transmitido pela Globo.com

Polícia Federal começa a investigar ataques a sites do governo

Polícia Federal iniciou nesta sexta-feira (24) a investigação sobre os ataques de hackers a sites do governo brasileiro, que vêm ocorrendo desde a madrugada de quarta-feira (22). Segundo a assessoria de imprensa do órgão, não serão divulgados detalhes do processo para não prejudicar as investigações.

Na manhã de hoje, o site do Ministério da Cultura ficou fora do ar possivelmente por uma tentativa de ataque de hackers. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, foi detectada uma sobrecarga de acesso, causada por apenas um IP, que é a identidade do computador, que parecia querer derrubar o servidor do ministério.

“Segundo a equipe técnica, é possível que hackers tenham tentado derrubar o sistema sim, mas isso não ficou comprovado”, diz a nota do órgão. O ministério informou que a ameaça foi detectada e logo neutralizada, e que o site está funcionando normalmente.

No início da tarde, o site da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) também ficou fora do ar, por cerca de 20 minutos, impossibilitando o acesso a informações de pousos e decolagens nos aeroportos do país. Mas, segundo a assessoria de imprensa da estatal, o portal foi retirado do para manutenção preventiva, visando ao reforço da segurança.

Mais cedo, o site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi atacado por hackers que deixaram uma mensagem na página. O site foi retirado do ar para manutenção. Na madrugada da quarta-feira, os sites da Presidência da República, da Receita Federal e do Portal Brasil também foram atacados

Hackers que invadiram sites do Governo podem pegar até cinco anos de prisão


Desde a madrugada da última quarta-feira (22), vários sites ligados ao Governo do Brasil sofreram ataques de hackers: em alguns, o acesso ficou indisponível por várias horas (caso da Presidência da República) e em outros casos foram divulgadas supostas informações do Governo. Porém, os autores dessas ações podem pegar até cinco anos de prisão, segundo prevê o Código Penal.

No caso de usuários que ajudaram a derrubar sites, explica Rony Vainzof, sócio do Opice Blum Advogados, escritório especializado em Direito Eletrônico, há, basicamente, duas possibilidades de enquadramento de crime.

A primeira é de atentando contra a segurança de serviço público. Neste caso, há o entendimento que sites ligados a órgãos governamentais são de utilidade pública e precisam estar disponíveis. A pena desta infração varia de um a cinco anos de prisão. O período de reclusão é definido em juízo conforme a gravidade do ato.

Na segunda situação, os hackers podem ser enquadrados pelo crime de dano, mais especificamente por inutilizar ou deteriorar a coisa alheia – no caso, por terem deixado um site inoperante ou alterado. A pena prevista para essa infração é de seis meses a três anos.
Vazamento de informações

Há ainda um cenário específico que diz respeito ao vazamento de informações confidenciais do Governo. Neste caso, os hackers, que agiram dessa forma, podem ser condenados por atentado contra um serviço de utilidade pública – a situação do usuário que for pego pode piorar com a gravidade do material subtraído, sobretudo se for de matéria essencial para o serviço público. O réu, que for condenado por isso, pode pegar de um a quatro anos de reclusão.

Por fim, outra possibilidade prevista é o de crime de divulgação de segredo. O artigo 153 do Código Penal define a penalidade como “Divulgar alguém, sem justa causa, conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial, de que é destinatário ou detentor, e cuja divulgação possa produzir dano a outrem”.

Após essa série de ataques a órgãos públicos, o Governo solicitou que a Polícia Federal iniciasse uma investigação sobre o ocorrido. Depois de reunir informações, o órgão entrará com uma ação contra os hackers.

Legislação de crimes eletrônicos

Apesar de não ter uma legislação especial sobre a internet, de acordo com Vainzof, as leis brasileiras dão conta da maioria dos casos. “Quase tudo que acontece já tem uma previsão. Não há uma legislação específica para crimes eletrônicos. Porém, a [legislação] vigente dá conta.”

Dentre os casos em que a lei não tem recomendações claras estão os de crimes de disseminação de código malicioso e o de invasão de domicílio eletrônico. Ambos os casos já estão em tramitação no Congresso.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Grupo de hackers tenta invadir sites do Governo Federal Brasileiro

O grupo internacional de hackers tentou invadir os sites do governo na internet durante a madrugada desta quarta-feira (22)

Segundo nota oficial do governo, o sistema de segurança do Serpro bloqueou a ação, o que causou o congestionamento das redes e em seguida deixou os sites fora do ar por aproximadamente uma hora. Assista à reportagem:

Entrevista exclusiva de Carlos Alberto de Nóbrega


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