Depois de 108 dias de investigação nos Correios de São Paulo, a Receita Federal realizou a operação Leão Expresso nesta quinta-feira (18), que apreendeu R$ 135 milhões em mercadorias – a maior parte falsificada. Esta foi a maior operação de combate ao contrabando já realizada pela Receita.
Os produtos pertenciam a 130 empresas importadoras. A carga apreendida tem 110 toneladas e possui, entre outros produtos, 410 mil aparelhos celulares, 460 mil óculos fabricados na China, 131,6 mil relógios, 44,2 mil aparelhos mp3 e mp4 e 9.700 equipamentos de GPS.
Entre os artigos originais, o principal destaque é uma carga de pentes de memória para notebooks, avaliada em R$ 500 mil. Uma única empresa importadora arcou com um prejuízo de cerca de R$ 8 milhões, segundo a Receita.
As irregularidades foram detectadas após uma investigação minuciosa no setor de remessas expressas, destinado à importação de artigos para consumo próprio de até US$ 3.000 (R$ 5.100), com imposto de importação de 60%.
Durante o pente-fino, foram encontradas fraudes como subfaturamento de mercadorias, falsa declaração de conteúdo e a pirataria.
A Receita informou que algumas cargas, que continham centenas de celulares produzidos na China, estavam avaliadas abaixo do preço real, com valores inferiores a US$ 200 (R$ 344). Além disso, no lugar de celulares completos, essas cargas eram declaradas como partes e peças avulsas dos aparelhos.
Em junho, a Receita Federal apreendeu R$ 25 milhões em mercadorias no Rio de Janeiro. Depois do flagrante, os contrabandistas buscaram novas rotas para escoar as mercadorias. Porém, eles não sabiam que os movimentos estavam sendo monitorados na capital paulista.
Com todos esses indícios de crime, a Receita vai encaminhar ao Ministério Público Federal a relação das 130 empresas e pessoas físicas envolvidas no caso. Caso condenadas pelo crime de contrabando e descaminho, os responsáveis podem receber de um a quatro anos de prisão.


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